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Mônica Rodrigues da Costa

Paulo Pedro Pepeu



 
Sapo, você
está no papo.

Sapos, rãs    

e pererecas  saltam
pulam

 
coaxam.

Perereca-risadinha,
rã-de-vidro,
perereca-cabrinha
Sapos vêem, avisam,
ouvem e gritam.

Na água do charco,
rumorejo de rãs.

Sapo, você tem canto.
Sapo, você tem ritmo.
 

Cantos de aviso e sedução,
desafio e exaltação.
Sapo-ferreiro, rã-do-folhiço
Perereca-castanhola, raspa-cuia,

Rãs-gotas de orvalho
nas folhas que amanhecem,
pererecas das folhagens,
corredeiras, riachos, cachoeiras.

Seu visgo grudento
prende amuletos,
gravetos e enguiços.

Feitiços com peles de sapo

em história de castelos
Na lua cheia que se ouve ao longe
o sapo-martelo

Sapos são príncipes,
rãs
querem rei

Pererequinha-do-brejo,
cururuzinho, cururu.

Sapos canoeiros
viajam com
Ci 

no barco
de
Aru   

 
 

 

Na senda da vigia
se enveredam na floresta

pelas roças de índio.

Sapo é sinal
de saúde nas matas

Gias, rãs, mosquitos,
   e zás

 

 
e moscas no papo.
Sapos, na paz do riacho.
 

contos de fadas, lendas, mitos, poemas, folclore revisitado

 

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